Aquele livro me proporcionou um deslumbre que eu jamais tive, mas que também me cerca de dúvidas. E não é pra menos, pois com uma força tão imensa e absolutamente divina que nos move, existem dúvidas e receios para todos os lados - dúvidas, porém, não de não crer, mas de procurar respostas para as coisas, as pessoas e o mundo.
Não sei porque estou escrevendo isso, mas talvez seja uma necessidade do que estou sentindo nesse momento. Pode ser que depois esse sentimento cesse. Permanece de alguma forma só quando a gente vem à tona, como tem que acontecer para que acordemos. E nos deparamos a coisas sábias, de pessoas que de certa forma não tem nenhuma ligação conosco, a não ser por palavras (palavras que move corações) e colocam novas sementes que semeiam em nossa alma.
Como agora, por mais que eu tenha lido uma ficção, mas uma ficção de valor inqualculável comparada a necessidade do ser de abrir os olhos, de enxergar. Se não aconteceu, de qualquer forma você está ligado a história. Eu estou. Fiquei intrigada, sim. Pois o Divino nos oferece tanta coisa e é tão inexplicável e de certa forma até mesmo invisível aos nossos olhos. Nossos olhos já alterados, modernos, como diz. Não enxergamos certas coisas, não nos permitimos, não abrimos nossa mente e percebemos que, sendo o maior poder do universo, Ele pode mover mundos para mostrar e nos buscar de volta ao que os milênios vem ameaçando. Mas é claro, nada nem ninguém é maior, nem mesmo a capacidade do homem de criar coisas que visivelmente podem oferecer benefício - a ciência, por exemplo -, mas que de certa forma permite tampar os olhos e destruir. É uma ficção quase (ou completamente) real ao que vivemos hoje. Uma amostra do que o homem é capaz, mas o que o Criador decide, o que Ele move, o que Ele tira e destrói a favor de Sua obra e do amor pelos Seus filhos.
Uma porção de milagres acontece todos os dias. Verdade. Olhar para o céu, deslumbrar as estrelas. Respirar e se deliciar das naturezas do mundo. Aproveitar os sentimentos. Quem, se não Ele poderia nos proporcionar isso? Poder sentir que você, de certa forma carrega algo dentro de si e manifesta de uma forma diferente, quase valorizada. Que vê as pessoas dizendo e praticamente confirmando, embora quase indiretamente, que você é alguém especial ou está perto disso, e que tem seus medos, seus desafios, mas principalmente suas metas. Mesmo duvidando poder sentir algo inexplicável dentro do seu coração e buscar, tentar, mesmo fraca... Ver os concelhos, o caminho que você se encontra desde o seu nascer, as coisas que acontecem quase todos os dias com pessoas que você ama; você acreditar, mas esperar sempre mais, sempre algo mais divino pra poder
entender de verdade e obter clareza. O sentimento mais puro e inexplicável, eu diria, isso já é um milagre plantado dentro de cada um de nós.
São minutos de estalo que a gente desperta e sente uma ponta de alvoroço nos incendiar. Aí é preciso dizer, expor, como agora, de uma forma complicada e estranha, mas que de uma forma esperançosa possa trazer refletição às pessoas.
Refletição de tudo que nos cerca, do que somos, do que somos movidos, senão a fé. Senão, inclusive, a uma força muito maior e muito mais misteriosa do que imaginamos.
Está além de nós. Aliás, não somos nada além do que temos que viver. Muitas vezes ouvimos mais os clamores da carne do que da alma. E isso também é destrutivo.
Não estamos aqui pra viver de alegrias pela vida toda, sonhos... Nem pra contemplar as coisas materiais quais alcançamos, sendo que o que precisamos e devemos alcançar de verdade está se afastando cada vez mais de nós.
Não é necessariamente o que devemos debater, mas refletir e oferecer para nós mesmos.